A criatividade como a arte de conectar o improvável

Há um mito muito comum de que a criatividade é uma faísca repentina, uma ideia brilhante que nasce do nada diante de uma página em branco. No entanto, se olharmos com atenção, percebemos que criar quase nunca é inventar a partir do zero. Criar é, na sua essência, o ato de conectar.

A verdadeira criatividade acontece quando conseguimos encontrar um fio invisível entre duas coisas que não parecem ter qualquer relação. É juntar uma memória de infância com uma conversa escutada de passagem na rua. É cruzar uma dúvida muito particular com a beleza de uma paisagem banal. Trata-se, no fundo, de construir uma ponte onde antes só existia distância.

Mas, para conseguirmos unir pontos diferentes, precisamos primeiro de ter pontos para unir. Precisamos de nutrir um repertório interno rico e diversificado. E é precisamente aqui que moram os livros e as histórias que escolhemos escutar.

Quando consumimos apenas o que nos é familiar ou ficamos presos às narrativas dominantes, o nosso mapa de conexões fica estreito. Porém, quando abrimos espaço para vozes novas, para narrativas que vêm de outras estradas e realidades — o coração daquilo que procuramos fazer na Editora KALAM —, oferecemos à nossa imaginação peças novas para este mosaico.

A criatividade não nos exige que sejamos geniais o tempo todo. Pede-nos apenas que estejamos com os olhos bem abertos ao mundo, dispostos a escutar com atenção e curiosos para descobrir o que acontece quando duas ideias improváveis finalmente se encontram.pariatur?

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