Desde cedo, ensinamos as nossas crianças a pedir “desculpa” nos pequenos tropeços do dia a dia. Mas como lhes falamos sobre o perdão quando a ferida é profunda e o mundo parece virar do avesso?
Na Editora KALAM, refletimos muito sobre como podemos oferecer às crianças formas de lidar com a complexidade da vida, sem que percam a ternura. Compreender o perdão talvez seja um dos nossos maiores desafios.
Muitas vezes, aprendemos que perdoar é sinônimo de esquecer. Mas, talvez, perdoar seja sobretudo um ato íntimo de libertação: a escolha corajosa de não carregar um peso excessivo pela vida afora. É olhar para o que foi perdido e perguntar, com calma: o que podemos plantar aqui agora?
Traduzir isto em palavras para uma criança pode ser difícil. Mas sabemos que elas compreendem o mundo através das histórias. Quando lhes lemos sobre alguém que atravessa a tristeza e decide nutrir uma nova vida, oferecemos-lhes um abraço em forma de mapa emocional. Mostramos que a dor faz parte do caminho, mas não tem de ser o destino final.
Foi esta procura por delicadeza e resiliência que nos levou a uma história especial sobre um menino, uma terra ferida e uma oliveira centenária. Uma obra que não ignora a dor, mas que escolhe iluminar a esperança.



