A história transporta-nos para a Palestina, onde o pequeno Simão e a sua amada Avó Noor partilham os dias à sombra das antigas oliveiras. Para Simão, as árvores centenárias são amigas e guardiãs; para a sua avó, são o símbolo de um povo forte, resistente e profundamente ligado à sua terra.
Quando uma tragédia estilhaça este mundo alegre e seguro, Simão vê-se abraçado por uma tristeza que parece não ter fim. A paisagem cinzenta e silenciosa rouba-lhe o sorriso.
No entanto, no meio dos escombros, um pequeno milagre acontece. O menino descobre que as suas próprias lágrimas foram capazes de regar um pequeno broto verde que desponta na terra seca. Ao lembrar-se das palavras da sua avó Noor, Simão decide cuidar dessa nova vida.
Ele descobre, aos poucos, que nutrir a pequena oliveira é uma forma de curar a sua própria dor. Simão aprende que não pode mudar o passado, mas pode escolher não deixar a tristeza dominar o seu coração. Mais do que uma história sobre perda, Simão e a Luz de Noor é um abraço quente em forma de livro. É uma narrativa emocionante sobre a coragem de recomeçar, mostrando que, com amor e memória, a força da vida encontra sempre uma forma de voltar a florescer.

